Esse ano a Guerra das Malvinas faz 30 anos. E pra comemorar os 30 anos ininterruptos de ocupação da ilha, o Principe Harry vem em março fazer uma visitinha. Com a visita, talvez achando que a Argentina vá fazer um atentado contra o herdeiro do trono, o governo britanico enviou mais militares a ilha, o que causou revolta no país hermano. Claro que é um exagero, talvez uma provocação, por parte da Coroa Britanica, porque a Argentina não ia nem saber que o Principe estaria ali. Desde 1991, quando foi assinado o Tratado do Mercosul, os demais países membros (Brasil, Paraguai e Uruguai) anualmente reafirmam que aquele território, hoje inglês, é argentino.
Visto como um "ultrage" pelos argentinos, a decisão de enviar mais militares esquentou as relações entre os dois países, forçando o Brasil a se mexer, levando em consideração a centenária boa relação com a Inglaterra e a... milenar "boa relação" com a Argentina. Isso fez com que o governo britanico enviasse ao Brasil o Chanceler William Hague. Ahhh, mas ele veio fazer palestras, veio mostrar cooperação e a amizade entre Brasil e Inglaterra. É, pode ser visto desse modo também, se fossemos alienados pela imprensa e se confiássemos em tudo que os governos dizem. Mas não foi só por isso. Assim como Condolezza Rice e Hillary Clinton vinham ao Brasil pedir pra nós apagarmos o fogo de Chavéz e Evo, Hague veio pedir pra acalmarmos Christina e cia. O Principe chega em março e até lá muitas águas vão rolar.
Falando em Hillary, secretária de Estado, fizemos um ano de reaproximação com as potências do norte o que deixou o "Companheiro Ahmaafinefad" - em lulês - revoltado. A primeira ação brasileira contra o país persa foi declarar publicamente que a política de Direitos Humanos daquele país é inapropriada, votando contra o país na Comissão de Direitos Humanos da ONU. Essa ação abalou as relações entre Brasil e Irã, fazendo com que o Irã bloqueasse a entrada de carne no país, como uma resposta. Nessa semana, o assessor de Ahmadinejad (que também é o Chanceler do país) disse que a política externa de Dilma em relação ao Irã não faz bem aos dois países e que "tinha saudades do antigo presidente". Pois é, nós não vamos dar mais ibope a um país que quer desestabilizar o cenário internacional e isso já se tornou claro quando o Irã se negou a enviar a, então condenada a morte por apedrejamento, Sakineh ao Brasil e nós mostramos insatisfação. Se aliar ao eixo do mal fez o Brasil perder prestígio e aquela negociação com Irã e Turquia só mostrou que a política externa de Lula era deficiente. Os oito anos de abstenção do governo Lula fez o país ser muito criticado dentro e fora do país, mesmo ele sendo "o cara"..."o cara burro demais" pra acreditar em tudo que diziam. Devemos sim defender o nosso lado, e o nosso lado tem que ser o lado onde estão 50% + 1. Nesse caso, o lado dos EUA e Europa. Sim, foi jogada de mestre comerciar menos com os EUA e Europa e expandir o comércio pra Africa e Asia, uma coisa não muito nova, feita pelos portugueses e espanhois desde 1200/1300, mas idealizado no Brasil pelo Emb. Amorim, quando era ministro de Itamar em 1993 e que foi descontinuado pelo Pres. FHC.
Nos juntar aos maus não nos faz bons. Deixem os iranianos reclamarem, nossa postura voltou a ser a de antes, pois quem sempre nos apoiou desde 1822 foram os americanos, não foram os iranianos ou os persas. Se queremos poder, precisamos buscá-lo com que tem. Parece que o Min. Jobim já previa alguma coisa e a guerra está por vir. Não estamos voltando pro lado "azul" a toa. Com o bloqueio e boicote dos estados da ONU, esse ano realmente vai ser um ano de mudanças. Agora sim tenho medo dos Maias.

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