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| Kyodo News, via Associated Press |
Nesses dois meses longe, não aconteceu muita coisa. Aconteceu mais coisa dentro do Brasil do que fora, mas não nos importa muito o que aconteceu por aqui, até porque o que acontece por aqui não é motivo de discussão e sim motivo de ação. Inicialmente, por ter o verde-oliva correndo no sangue, não gostei do resultado das eleições de 2010, porém a Presidente me surpreendeu. O lado ruim é que quem tá "dos lados" dela não me surpreende. Uma coisa importante que aconteceu nesses dois ultimos meses foi a "triste morte" do líder supremo coitadinho da nação e do mundo Kim Jong-Il. Morreu do nada e ninguém esperava. Só faltou o Hugo Chávez falar que foi culpa dos EUA! Enfim, nessas primeiras semanas o que parece é que o Kim Jong Un, o filho do Il e novo "Presidente" vai abrir as portas pro comércio. Mas primeiro ele precisou fazer um teste de mísseis, porque Coreia do Norte sem festejar com um teste de mísseis não é Coreia do Norte. O gordinho Jong Un, de 28 (ou 29) anos que já usou passaporte brasileiro pra visitar a Disney quando era criança, estudou na Suíça, sabe francês, inglês e alemão... Parece que não é do desejo dele ficar sem chocolates suíços, daqueles Lindt, que pra mim são os melhores. Entre os quatro filhos, ele é o mais linha dura. Os outros moram na França e EUA e o Partido Comunista Norte-Coreano não quis de jeito nenhum "infiéis" controlando o país, mas pelo andar da carroagem não vai ser por ai. É difícil dizer onde a Coreia do Norte vai parar, se vai virar Hong Kong, Taiwan ou se vai virar China.
Se o Vietnã já começou a abrir as fronteiras comerciais pro mundo e Cuba já pensa em autorizar o casamento homossexual, então pra Pyongyang ter McDonalds espalhados pelas esquinas, carros atrapalhando a segunda-feira do trabalhador coreano e elevadores nos prédios mais altos, é um pulo. Não é um pulo grande, mas um passo já é alguma coisa. Pensar em abertura já é um pequeno passo pro governo coreano e um grande passo pras pessoas daquele país.

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