domingo, 20 de novembro de 2011

História da Guerra Química, Biológica e Nuclear e suas soluções

                     A guerra química surgiu na Primeira Guerra Mundial para superar a luta nas trincheiras. As armas químicas mataram ou feriram cerca de 800 mil pessoas na guerra, entre civis e militares. Foi também utilizada na Segunda Guerra Mundial pelo exército japonês contra os prisioneiros de guerra australianos. O exército japonês mantinha uma unidade secreta que realizava experiencias com armas químicas e bioloógicas. Também foi utilizada no Vietnã e na guerra entre Irã Iraque, e depois usado contra os curdos no norte do Iraque.
                A Convenção de Armas Químicas é consequência do Protocolo de Genebra de 1925, que proibe o uso de gases tóxicos e métodos biológicos para os fins bélicos. O acordo foi assinado por vários países antes da Segunda Guerra Mundial, quando foram suspensas as negociações. A discussão foi retomada somente após o fim da Guerra Fria e concluída em 1993.
                Após a adoção do acordo em 1997, foi criada a Organização para Proibição de Armas Químicas, encarregada de supervisionar a destruição de arsenais químicos. Angola, Bahamas, Coreia do Norte, Egito, Iraque, Israel, Myamar, República Dominicana, Síria e Somália são os únicos países que ainda não ratificaram a Convenção.
         Na antiguidade e na Idade Média, a guerra biológica era praticada através do uso das substâncias tóxicas originárias de organismos vivos. Essa prática visava incapacitar ou matar um inimigo com microorganismos ou toxinas. Corpos eram atirados nas cidades para contaminar a população com varíola ou peste bubônica (peste negra).
         
Atualmente essas armas, que podem ser bacterias, virus e fungos, podem ser fabricadas em laboratório. Os Estados Unidos e a União das Repúblicas Socialistas Soviéticas  desenvolveram muitas pesquisas voltadas para a guerra bacteriológica durante a Guerra Fria, mas somente o exército japonês nos anos de 1930 e 1940 documentaram o uso dessas armas. Assim como com as armas químicas, os japoneses usavam as armas biológicas m seus prisioneiros de guerra. Após os atentados terroristas de 2001, ficou comum o uso de armas biológicas em cartas, como Antrax por exemplo, caracterizando o bioterrorismo.

A criação e armazenamento dessas armas foram proibidas em 1972, pela Convenção sobre Armas Biológicas. No entanto, a Convenção proibe apenas a criação e o armazenamento, mas não o seu uso. Entretanto, é consenso entre os analistas que, exceto no bioterrorismo, a guerra biológica tem uma aplicação muito limitada.

            A guerra nuclear nunca aconteceu, porém armas nucleares foram usadas duas vezes na história, nos ataques de Hiroshima e Nagasaki, marcando o final da Segunda Guerra Mundial. A guerra nuclear pode ser dividida em dois subgrupos:  a guerra nuclear limitada, que são usadas pequenas quantidades de armas, sendo o alvo principal forças militares e a guerra nuclear total, que são usadas grandes quantidades de armas, dirigidas a um país inteiro, com alvos civis e militares.
             Após a Segunda Guerra Mundial o governo americano manteve uma força de ataque nuclear capaz de atacar qualquer “agressor” no mundo. A possibilidade de contra-ataque americano era quase remoto, uma vez que nenhum país naquela época havia arma nuclear para atacá-lo. A principal preocupação era com generais americanos, que poderiam usar as armas mesmo sem autorização do Presidente.
                Em 1949 a União Soviética testou sua primeira bomba nuclear em Semipalatinsk, Cazaquistão. A proliferação das armas nucleares aumentou consideravelmente, e Reino Unido e França testaram suas prmeiras bombas em 1952 e 1960, respectivamente. Muitos países da Europa Ocidental tinham arsenal nuclear, porém somente os arsenais americanos e soviétivos causaram medo durante toda época da Guerra Fria. No começo da década de 1950, os Estados Unidos atualizaram seus bombardeiros para que se funcionassem a jato, para se proteger mais rapidamente de um ataque soviético, uma vez que os soviéticos já possuia uma forma mais rápida de atacar o solo americano. Depois foram criados os mísseis lançadores de ogiva, o que deixou a guerra nuclear cada vez mais perto. Então foi acordado uma tregua entre os dois países, idealizado pelo Senador John Kennedy, também no início dos anos de 1950. Quando foi eleito presidente, em 1960,  John Kennedy não se importou mais com a tregua e recomeçou a fabricação de armas nucleares. Em 1962 a União Soviética colocou mísseis no seu único parceiro nas Américas, Cuba. Então foi criada a Crise dos Mísseis de 1962, onde foram colocados mísseis com ogivas nucleares no litoral cubano, virados para o litoral da Flórida. Caso os soviéticos não recuassem, a guerra nuclear começaria. No começo da década de 1980 a Organização das Nações Unidas fez um estudo sobre a quantidade de ogivas nucleares dos dois países e o número chegou a cerca de 40 mil ogivas.
                Hoje em dia a maior preocupação de conflito entre dois países é com Índia, que testou sua primeira bomba, chamada de Buda Sorridente, em 1974 e Paquistão, que testou sua bomba em 1998. A situação dos dois países é preocupante pois os dois países disputam a região da Caxemira há anos e o caso ainda não tem solução. Também é preocupante a situação de países do Oriente Médio, que possuem terroristas extremistas que podem ter acesso as armas nucleares através do mercado negro. Há indícios de novembro desse ano que o Irã está desenvolvendo armas nucleares, o que está causando grande desconforto entre o país árabe e o Ocidente, com ameaças de intervenção de ambos os lados.
                Para evitar a guerra nuclear, em 1968 foi assinado o Tratado de Não-Proliferação Nuclear e entrou em vigor em 1970. Atualmente conta com a adesão de 189 países, dos quais cinco países reconhecem ser detentores de armas nucleares: Estados Unidos da América, Rússia, Reino Unido, França e China. Teve como objetivo limitar o armamento nuclear desses cinco países. O tratado diz que esses países ficam obrigados a não transferir armas nucleares para os países que não possuem essas armas. Os outros países que possuem armas nucleares declaradas são Índia e Paquistão, porém não são signatários do TNP. Em 2003 a República Democrática Popular da Coreia se retirou do tratado por causa de seus objetivos de construir uma bomba atomica, que foi concluída e testada esse ano.
                Os signatários concordaram em não procurar desenvolver a arma nuclear, embora possam pesquisar e desenvolver a energia nuclear para fins pacíficos, desde que monitorizados por inspetores da AIEA. Em 2010 o TNP foi revisado e os países chegaram a um consenso que inclui a interdição total de armas nucleares no Oriente Médio. A revisão prevê o desarmamento total dentro de 10 anos, controle dos programas nucleares nacionais e a utilização pacífica da energia atômica. Os cinco países detentores da Bomba Atomica se comprometeram a adotar medidas para reduzir seus arsenais e relatar seus progressos.

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