terça-feira, 1 de novembro de 2011

Brasil e Conselho de Segurança

Desde um tempo que venho pensando no Brasil e o Conselho de Segurança da ONU. Na verdade desde a entrevista do Rubem Ricupero no programa do Kennedy Aguiar na Band, que apesar de eu achar ele um jornalista mediano, querendo forçar que as pessoas falem aquilo que ele quer escutar, faz entrevistas sensacionais. Eu sempre penso no que o embaixador Ricupero disse e que vou passar mais ou menos durante o post.  Eu nunca soube como externar essa questão, mas parece que a luz veio!
Liga das Nações
Não é de conhecimento de todos, talvez somente dos estudantes de Relações Internacionais/Concurso pro IRBr, mas existiu algo antes da ONU. Talvez a Liga das Nações, criada em 1919 após a guerra, não seja divulgada porque foi uma coisa que não deu certo desde a sua idealização e/ou assinatura. O Brasil foi "um dos criadores" da Liga das Nações e representou os Estados Unidos na assinatura do Tratado de Versalhes e com isso pensava que tinha uma moralzinha a mais. Desde aquela época o país é "candidato a uma vaga permanente no Conselho de Segurança", ou seja, quase 100 anos.
Após o fracasso da Liga das Nações, que os Estados Unidos se recusou a entrar, apesar de ser representado pelo Brasil, a Segunda Guerra veio. A guerra acabou e veio a ONU. O Brasil novamente se colocou a frente de tudo e todos e foi o primeiro a aderir o Tratado de São Francisco de 1945. E desde então "ganhou o direito" de abrir todas as Assembleias Gerais da ONU, desde Oswaldo Aranha até Dilma Rousseff.
O assento permanente no Conselho de Segurança, formado permanentemente pelos cinco primeiros países que construiram a Bomba Atômica (EUA, Rússica, China, França e Reino Unido) e mais 10 representantes rotativos, assim como em 1919 é de novo a principal meta do Brasil. Na minha opinião, os Estados Unidos é o Cap. Nascimento que sempre grita: "NUNCA SERÃO!", apesar de passar a mão na cabeça do Brasil e dizer que um dia seremos alguma coisa. Em 1942, o Brasil se alinhou definitivamente junto aos EUA e foi pra guerra. Ganhou apoio e moral, até 2003 que decidiu romper as relações de pai pra filho que tinha com os americanos e foi conquistar novas terras.
Reunião do Conselho de Segurança da ONU
A história do Brasil é aquela história daquele filho adotado que sempre foi meio rebelde, chutou o balde e foi usar drogas mais pesadas. Fez acordos com meio mundo e na hora de votar alguma coisa importante nas assembleias e reuniões extraordinárias, que pode mudar a história do mundo, não queria magoar o pai, mas também não queria prejudicar aquele amigo que oferece as drogas. Com isso, nos ultimos 9 anos o Brasil se absteve de 99% das votações, não votando nem a favor, nem contra nada.
Como um país que quer ter o poder de veto não quer começar a decidir sobre o futuro do país com um simples voto que talvez possa mudar alguma coisa? Voces podem falar: "Ah, mas ajudou negociando com o Irã.", mas isso foi negociar com o chefe da boca, pra ele relaxar e não fazer aquilo porque realmente é errado. No final, não ajudou foi nada e o Ahmadinejad aproveitou pra ficar aparecendo na mídia.  Já tá na hora do Brasil mostrar que confia no que tá fazendo, porque isso é que vai fazer ganhar um pedacinho de terra no céu, digo, no Conselho de Segurança da ONU. 

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